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70% das organizações industriais sofreram ataques em 2023

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Inteligência artificial surge como a principal preocupação para 74% dos entrevistados, que identificam os ataques impulsionados por essa tecnologia como uma ameaça crítica

Os ambientes de Operações de Tecnologia (OT) têm se tornado alvos cada vez mais visados em operações industriais, como revela o novo relatório “O Estado da Segurança de OT: Um Guia Abrangente para Tendências, Riscos e Resiliência Cibernética”, conduzido pela ABI Research em parceria com a Palo Alto Networks, líder mundial em cibersegurança. Com o potencial de causar prejuízos financeiros ou políticos imensos, o estudo confirmou que, no último ano, aproximadamente 70% das organizações industriais foram vítimas de ataques cibernéticos, com 26% enfrentando ataques semanalmente ou com maior frequência.

Essas descobertas destacam o impacto significativo que tais violações podem acarretar. Para além das consequências imediatas, como a perda de dados e receitas, os ataques interrompem a continuidade das operações comerciais, gerando perturbações que podem ter efeitos duradouros.

Cenário brasileiro de segurança de OT 

No Brasil, o índice de incidentes cibernéticos em OT supera a média dos demais 15 países avaliados no estudo. Um dado alarmante indica que mais de 70% das organizações industriais brasileiras enfrentaram ataques cibernéticos, com uma em cada três organizações sendo forçadas a interromper suas operações devido ao incidente. Destes, 70,3% dos casos tiveram o setor de Tecnologia da Informação (TI) como o vetor de ataque.

Além disso, as organizações relataram a frequência com que experienciam esses ataques, com 43.2% acontecendo semanalmente ou mais e 37.8% mensalmente. Para solucionar esse problema, 79.3% dos entrevistados brasileiros acreditam que Zero Trust é a abordagem correta para a segurança de OT. 

“Os números ressaltam a urgência de fortalecer a segurança das Operações de Tecnologia (OT) no Brasil, e são reflexos da crescente sofisticação das ameaças enfrentadas pelas organizações industriais do país. A abordagem Zero Trust é essencial para enfrentar esses desafios, oferecendo uma defesa robusta contra ameaças emergentes e garantindo a segurança contínua das infraestruturas críticas de OT.” pontua Marcos Oliveira, Country Manager da Palo Alto Networks para o Brasil. 

IA, 5G e desafios adicionais 

Paralelamente à complexidade natural do setor, os entrevistados indicam outro desafio de cibersegurança de suas organizações nos próximos dois anos: garantir a segurança dos dispositivos industriais, em meio a muitas tecnologias emergentes, incluindo Inteligência Artificial (IA), 5G e acesso remoto. 

A IA surge como a principal preocupação para 74% dos entrevistados, que identificam os ataques impulsionados por essa tecnologia como uma ameaça crítica à sua infraestrutura de OT. Além disso, a integração de dispositivos conectados por 5G traz consigo riscos adicionais, com cerca de 70% reconhecendo o 5G como um vetor de ameaça em ascensão. Isso evidencia que, à medida que a tecnologia avança, os desafios de segurança nas operações industriais também aumentam.

Adicionalmente, três em cada quatro entrevistados concordam que o acesso remoto está se tornando mais comum, tanto para funcionários quanto para terceiros. Embora ofereça vantagens como capacidades de monitoramento aprimoradas e tempos de resposta mais rápidos durante incidentes, essa prática também introduz mais riscos de segurança no ambiente.

No que diz respeito aos desafios regulatórios, há um consenso entre executivos e profissionais. Nos próximos dois anos, mais de dois terços dos executivos esperam que a pressão regulatória sobre a segurança de OT aumente, refletindo uma crescente conscientização em todos os níveis organizacionais sobre a necessidade de reforçar as medidas de segurança de OT em antecipação a regulamentações mais rigorosas.

Abordagem Zero Trust 

Para 60% dos entrevistados na pesquisa, a principal preocupação ao adquirir recursos de segurança de OT era a complexidade das soluções disponíveis, evidenciando a necessidade de soluções simplificadas nessa área.

“Reconhecendo os desafios e prioridades destacados, a Palo Alto Networks prioriza a obtenção de visibilidade abrangente e a proteção dos ativos e redes de OT, incluindo a integração de tecnologias emergentes como o 5G. Nossa missão é dedicada ao fortalecimento da infraestrutura de OT contra ameaças atuais e em evolução.” comenta Bert Milan, RVP do Caribe e América Latina da Palo Alto Networks

Os tomadores de decisão reconhecem a importância das soluções de Zero Trust para o futuro da segurança de OT, com uma grande maioria expressando apoio às estratégias relacionadas. Apesar da percepção de que as arquiteturas de Zero Trust podem representar desafios de implementação, 86% dos respondentes da pesquisa a reconhecem como a abordagem correta e segura para reforçar os frameworks de segurança.

Diante das conclusões abrangentes desta pesquisa, é evidente que a segurança das OT é uma preocupação global urgente. Com a crescente complexidade das ameaças cibernéticas e os desafios regulatórios em ascensão, é essencial adotar abordagens proativas e holísticas, como a Zero Trust, para proteger infraestruturas críticas. 

Para saber mais sobre o relatório  “O Estado da Segurança de OT: Um Guia Abrangente para Tendências, Riscos e Resiliência Cibernética”, acesse https://www.paloaltonetworks.com/resources/research/state-of-ot-security-report

Metodologia 

A pesquisa foi realizada em dezembro de 2023, representando 1.979 entrevistados de uma base amostral nos seguintes países: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, México, Brasil, Japão, Cingapura, Índia, Austrália, Nova Zelândia, Tailândia, Filipinas, Indonésia, Malásia, Vietnã, China, Hong Kong, Taiwan e Coreia do Sul.

A pesquisa consistiu em 37 perguntas objetivas, juntamente com duas perguntas qualitativas abertas, para as quais os entrevistados tiveram a oportunidade de escrever suas respostas. Os entrevistados ocupavam principalmente cargos em OT (37,5%), TI (41,5%) ou ambos (21%). Executivos de alto escalão, gerentes seniores e líderes de equipe compunham 78,6% dos entrevistados.