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Cibercrime já fatura em transações imobiliárias nos EUA

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Um golpe arrasador de cibercriminosos causou US$ 56 milhões de prejuízos no ano passado nos Estados Unidos e continua fazendo vítimas: infiltrados em computadores dos corretores de imóveis, eles monitoram a correspondência e detectam o momento do fechamento de negócios. Nesse momento, enviam aos compradores e-Mails como se fossem os corretores, com dados bancários para a transferência do dinheiro e pronto. Quando os dados da verdadeira transferência chegam, é tarde demais.

Aconteceu por exemplo com o casal James e Candece Butcher, que perdeu US $ 272.000 seguindo as instruções que recebeu por e-mail do suposto corretor. O resto você já sabe: o dinheiro desapareceu da conta ‘laranja’ onde foi depositado.

Um relatório do Internet Crime Complaint Center, do FBI, informou que o número de vítimas de fraudes por e-mail envolvendo transações imobiliárias nos EUA aumentou 1.110% entre 2015 e 2017, e as perdas em dinheiro subiram quase 2.200%. Cerca de 10 mil pessoas relataram ter sido vítimas desse tipo de fraude em 2017, com perdas superiores a US $ 56 milhões, segundo o relatório.

As transações imobiliárias se tornaram um alvo porque envolvem muito dinheiro e porque os trabalhadores do setor raramente são hábeis com a segurança da informação, disse Sherrod DeGrippo, diretor de pesquisas da empresa de segurança Proofpoint.

O problema vem crescendo à medida que os criminosos aproveitam a negligência da segurança nessa cadeia de negócios, encontrando nela potencial para um grande retorno. “Nestes casos, o fraudador conhece todos os detalhes da transação, coisas que são completamente confidenciais, coisas que eles não deveriam saber”, disse Ian Hicks, advogado do casal Butcher. Ele próprio está trabalhando em outras dez causas do mesmo tipo.