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Furo causa encerramento do “Google+”

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O Google decidiu fechar o Google+. Era uma rede social lançada em 2011, que poucas gente usava. O anúncio foi feito hoje, exatamente o mesmo dia em que o Wall Street Journal publicou uma matéria sobre um bug no serviço. Esse bug permitia que desenvolvedores externos acessassem dados privados de usuários. A estimativa é que eles tenham acessado dados de 500 mil usuários. De acordo com o Wall Street Journal, o Google foi informado disso em Março deste ano, corrigiu o problema e não informou a ninguém, possivelmente por temer uma reação de autoridades regulatórias, especialmente na Europa.

Um total de 438 desenvolvedores externos tiveram acesso aos dados desde Março de 2015 até Março de 2018. Eram perfis de mais de 500.000 usuários do Google+. Os desenvolvedores teriam tido acesso aos nomes completos, endereços de e-mail, gênero, fotos de perfil, status do trabalho, local e data de nascimento. “Não encontramos nenhuma evidência de que qualquer desenvolvedor tenha conhecimento desse bug ou abusado da API, e não encontramos nenhuma evidência de que qualquer dado do Perfil tenha sido usado indevidamente”, afirmou o Google em comunicado publicado depois que o Wall Street Journal publicou sua história. Nesse post foi confirmado que o Google+ está sendo desativado.

O post diz que “a versão para consumidor do Google+ atualmente tem pouco uso e engajamento: 90% das sessões de usuário duram menos de cinco segundos”.