Hackers iranianos alegam ter derrubado energia em Israel
Ransomware atinge empresa de logística no Brasil
USP, UFRJ e UFMG sob ataque de negação de serviço
Pane de rede retardou produção na Volkswagen
Site da Prefeitura de Suzano (SP) está fora do ar
DDoS atinge subdomínio da NASA

Assine nossa newsletter Premium e ganhe acesso ao grupo de WhatsApp In_Cyber.
Conheça também a versão Básica

I.A.: China e EUA preparam declaração conjunta

Share on linkedin
Share on twitter
Share on facebook

Em sua próxima reunião bilateral, os presidentes dos Estados Unidos e da China, Joe Biden e Xi Jinping, devem anunciar um acordo que proibirá o uso de inteligência artificial em armas autônomas, entre as quais os drones, e em sistemas de controle e implantação de ogivas nucleares, segundo fontes familiarizadas com o assunto. O principal tema de discussão na reunião, que ocorrerá em São Francisco, será o perigo potencial da IA. Washington e Pequim já manifestaram preocupação com o uso descontrolado dessa tecnologia, que poderá provocar conflitos.

Em fevereiro, os Estados Unidos apresentaram a Declaração Política sobre a Utilização Militar Responsável da Inteligência Artificial, um novo quadro jurídico e diplomático que visa construir um consenso global sobre o desenvolvimento e a utilização da IA militar. A iniciativa já foi apoiada por 36 países. A administração Biden também anunciou novas regras para a aprovação de produtos avançados de IA, que exigem que tais projetos sejam certificados pelo governo federal dos EUA, impedindo a sua utilização para criar armas biológicas ou nucleares.

A China também fez progressos significativos nesta área, especialmente no desenvolvimento de sistemas militares autônomos utilizando tecnologias avançadas de IA. Além disso, há muitos anos que o Exército de Libertação Popular tem explorado formas de melhorar os sistemas de armas autônomos através da integração de tecnologias avançadas de inteligência artificial.

Os especialistas saudaram a inclusão deste tema na agenda da reunião Biden-Xi. Salientaram a importância de preservar o “elemento humano” nos sistemas de controle de armas nucleares e observaram que é pouco provável que as atuais negociações entre os Estados Unidos e a China abordem questões de controle de armas, dada a sensibilidade da China ao tema.

Espera-se que o acordo ajude a restaurar o diálogo militar entre os Estados Unidos e a China, embora não resolva todas as diferenças na esfera militar. As partes também teriam chegado a consenso sobre questões menos controversas, incluindo o aumento do número de voos diários entre os EUA e a China e o reforço dos controles sobre os laboratórios na China associados à produção de fentanil.