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Pacific recebe aporte em rodada série A

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Aporte é o primeiro investimento, em uma rodada série A da Gear Ventures, VC de sócios do Mercado Bitcoin

São Paulo, 1º de novembro de 2023 – A Pacific, uma das principais empresas de cibersegurança do Brasil, acertou receber um aporte em uma rodada Série A junto à Gear Ventures, veículo de venture capital dos sócios do Mercado Bitcoin. O montante, que não foi revelado, servirá para apoiar o crescimento do negócio e a criação de produtos. Esse é o primeiro investimento em uma rodada série A da Gear, que é especializada em early stage (rodadas Pré-Seed e Seed). 

As empresas de cybersecurity de todo o mundo enfrentam um grande desafio: como criar estratégias de segurança eficazes e que acompanhem a velocidade das transformações impostas pela inovação tecnológica. Para a Gear Ventures, a abordagem da Pacific para essa questão é o que a diferencia e a posiciona de maneira única: “Investir na Pacific foi uma decisão fácil. Eles tornam mais seguras as empresas por onde passam. Eles focam em mapear ameaças reais ao core business que podem ter impacto significante no negócio. Ninguém faz um trabalho tão profundo e com tanta riqueza técnica como eles”, diz Maurício Chamati, fundador e ex-CTO do Mercado Bitcoin e sócio da Gear Ventures, que conhece a Pacific desde 2021, quando a empresa de cibersegurança passou a prestar serviço para o Mercado Bitcoin. 

Apesar de a Pacific ser uma forte geradora de caixa, Antônio Arruda, fundador e CEO da empresa, explica que a captação permitirá acelerar a expansão do negócio. “Imagine que diante de tanta inovação, os dados já não têm barreiras. Quando pensamos em protegê-los, temos que pensar numa cadeia de suprimentos onde nossos dados pessoais ou empresariais estão distribuídos. O aporte vai acelerar o desenvolvimento do nosso algoritmo proprietário de Rating para que as empresas e pessoas possam avaliar, com apenas um clique, a segurança de seus dados por toda essa cadeia”, explica. O aporte dará acesso também aos investidores da Gear Ventures, que são executivos que já tiveram grandes ‘achievements’ em outras companhias executando projetos similares aos que a Pacific está realizando, diz Arruda. 

Abordagem diferenciada

Fundada há 9 anos por Arruda, a startup de Belo Horizonte trabalha na construção de modelos de ameaças cibernéticas e nas ações corretivas que devem ser adotadas pelas empresas, assim como no mapeamento de possíveis ataques. Com mais de 20 anos de experiência no setor, Arruda identificou que muitas empresas sofrem ataques que causam prejuízos bilionários, além de afetar a reputação delas, mesmo contando com equipes e investimentos gigantescos. Isso acontece porque falta uma estratégia eficiente capaz de aproximar a cibersegurança e o negócio. 

“Criamos um produto de consultoria eficaz e transparente na identificação dos riscos mais relevantes a partir da simulação de um ataque real. Também buscamos utilizar as lições aprendidas nessas simulações para definir uma estratégia de cybersecurity. A melhor forma de se proteger é aprender com o ataque”, diz Arruda.  

Ele destaca que não é simplesmente simular uma invasão, mas um ataque a processos de negócio com a capacidade de provocar impactos financeiros expressivos ou interromper a operação. O foco em atacar os processos mais críticos busca alinhar a velocidade ao que de fato deve ser protegido com prioridade na cadeia de negócios, evitando distrações na implementação do programa de cibersegurança.