Hackers iranianos alegam ter derrubado energia em Israel
Ransomware atinge empresa de logística no Brasil
USP, UFRJ e UFMG sob ataque de negação de serviço
Pane de rede retardou produção na Volkswagen
Site da Prefeitura de Suzano (SP) está fora do ar
DDoS atinge subdomínio da NASA

Assine nossa newsletter Premium e ganhe acesso ao grupo de WhatsApp In_Cyber.
Conheça também a versão Básica

Previsões de cibersegurança para empresas em 2024 

Share on linkedin
Share on twitter
Share on facebook

Em um mundo cada vez mais digitalizado e interconectado, os desafios enfrentados pelas empresas só aumentam, principalmente em relação à cibersegurança. Conforme as organizações identificam as novas necessidades, também avaliam quais medidas de segurança e ações estratégicas se adequam às suas demandas, mas ainda é um longo caminho a ser percorrido. 

Com a chegada de 2024, especialistas apontam a necessidade imediata de adaptação e inovação por parte das empresas que visam se consolidar de forma segura, adotando as novas soluções tecnológicas, de acordo com as previsões do mercado.

Para contribuir com esse avanço, a Palo Alto Networks reuniu três previsões que moldarão significativamente o cenário corporativo esse ano. “Entramos em uma era em que a agilidade e a prontidão para mudanças tecnológicas serão os pilares fundamentais para que as empresas alcancem o tão desejado sucesso corporativo”, afirma Marcos Oliveira, Country Manager da Palo Alto Networks no Brasil.

  1. Recursos dos reguladores estarão sob pressão

O crescente nível de complexidade nos ambientes regulatórios coloca os reguladores sob pressão, especialmente diante do rápido desenvolvimento do ecossistema empresarial e das inovações tecnológicas. Esta dinâmica destaca a urgente necessidade de atualização e adaptação por parte dos órgãos reguladores para garantir a eficácia contínua de suas diretrizes, promovendo ambientes de negócios mais seguros e equitativos. 

Nesse contexto, o decreto presidencial Nº 11.856, de 26 de dezembro de 2023, instituiu a Política Nacional de Cibersegurança (PNCiber) no Brasil. A iniciativa tem como objetivo orientar as atividades de segurança cibernética no país, estabelecendo um Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), responsável por atualizações e cooperação internacional em crimes cibernéticos. A PNCiber visa, entre outros objetivos, desenvolver mecanismos de regulação, promover tecnologias nacionais e garantir a segurança de informações. 

“A ideia dessas regulamentações é fortalecer a atuação no ciberespaço, especialmente para proteger crianças, adolescentes e idosos, fomentar pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, e coordenar a troca de informações entre governo, setor privado e sociedade”, completa o Country Manager da Palo Alto Networks.

  1. Conselhos embarcando na segurança cibernética

A crescente complexidade, profissionalismo, constância dos incidentes e modelos de operação dos criminosos exigem o acréscimo do tema cyber como agenda obrigatória e madura nos conselhos. Conforme indicado pelo Global Cybersecurity Outlook de 2023  do World Economic Forum, 86% dos líderes mundiais compartilham dessa preocupação e especialistas em segurança cibernética (93%), preveem que as próximas trincheiras serão virtuais, incluindo tentativas de interrupção de serviços críticos. Os custos globais associados ao cibercrime devem atingir US$ 10,5 trilhões anualmente até 2025, superando danos por desastres naturais e até mesmo ultrapassando o lucro combinado do comércio global de todas as principais drogas ilegais, conforme dados da Cybersecurity Ventures. 

Diante desse cenário desafiador, a cibersegurança emergiu como uma prioridade estratégica para os comitês corporativos. Reconhecendo a crescente sofisticação das ameaças digitais, os conselhos administrativos assumem um papel proativo na formulação de políticas e práticas de segurança robustas. Essa mudança de paradigma destaca que a cibersegurança não é mais apenas uma preocupação técnica, mas se tornou uma consideração verdadeiramente crítica nos níveis mais altos da liderança corporativa.

  1. Organizações começam a avaliar sua infraestrutura quanto à prontidão quântica

Com os avanços contínuos na computação quântica, as organizações estão começando a avaliar sua infraestrutura quanto à prontidão para a era quântica. A crescente conscientização sobre os impactos potenciais da computação quântica nas estratégias de segurança e criptografia motiva as organizações a antecipar as mudanças necessárias em suas infraestruturas. Esta previsão destaca a importância de uma abordagem proativa para garantir que as empresas estejam preparadas para os desafios e oportunidades que a computação quântica trará.

Um estudo recente da Forrester levantou a hipótese de que os computadores quânticos serão capazes de quebrar todos os cripto-sistemas atuais nos próximos cinco a 30 anos, com a maioria afirmando que há uma chance de 50% a 70% de que isso ocorra nos próximos 5 anos. Essa previsão alarmante destaca a urgência de grandes mudanças na arquitetura corporativa e na infraestrutura de segurança cibernética.

“Hoje, existem projetos de computação quântica em andamento globalmente, em vários setores, à medida que as organizações procuram se preparar para o dia em que essa tecnologia poderá ajudá-las a resolver problemas complexos que a computação clássica sozinha não pode resolver”, afirma o executivo.