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Proteção e continuidade dos negócios em IIoT

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Muitas empresas estão implementando estratégias de IIoT para alcançar resultados de negócios específicos e precisam contemplar seus dispositivos IIoT ao adotarem soluções de segurança patrimonial e cibernéticas, estejam elas in loco ou na nuvem
 

São Paulo, SP, Brasil – outubro de 2023 — Inúmeras projeções apontam para um futuro cada vez mais conectado, no qual até 2030, prevê-se que o mercado conte com uma incrível quantidade de 30 bilhões de dispositivos de Internet das Coisas (IoT). Isso representa um notável triplo aumento em relação ao número registrado em 2020, segundo estimativas conservadoras de pesquisa recente. Além disso, de acordo com estudo da Precedente Research, é esperado que o mercado global alcance um impressionante valor de US$ 1,74 trilhão até 2030, com uma taxa de crescimento anual composta de 20,47% de 2022 a 2030.

“Conectar sensores e sistemas de todas as áreas de negócios, seja segurança física, operações ou infraestrutura predial, tornou-se o catalisador para grandes ganhos de eficiência e novos insights de negócios. Por esse motivo, a adoção de dispositivos IIoT (Industrial Internet of Things) não se limita apenas a uma estratégia de negócios essencial, mas representa uma plataforma fundamental para iniciar uma jornada de transformação digital”, diz José Castro, gerente de Vendas para Verticais da Genetec.

Isto porque, hoje, muitas empresas estão implementando estratégias de IIoT para alcançar resultados de negócios específicos. Algumas empresas, por exemplo, estão integrando sistemas de videomonitoramento e controle de acesso com soluções de iluminação e HVAC (Heating, Ventilating and Air Conditioning) para aprimorar a automação, reduzir o consumo de energia e atender aos mandatos de sustentabilidade. “Elas estão olhando atentamente para sistemas de gerenciamento e automação de edifícios em especial”, afirma Castro.

Segundo ele, a fabricação inteligente e a IIoT também estão abrindo um forte caminho para o que agora é chamado de Indústria 4.0 da Internet das Coisas. É um conceito que combina produção e operações com dispositivos de inteligência, big data e modelos de inteligência artificial para criar uma visão mais holística do negócio e conduzir decisões mais inteligentes. “Outras companhias também estão unificando vários sistemas para obter mais informações sobre segurança, serviços e operações diárias para encontrar novas maneiras de se tornarem mais resilientes, aprimorarem processos e experiências dos clientes”, detalha o gerente da Genetec.

Outro fator importante é que, embora a IIoT venha crescendo ao longo dos anos, a recente crise de saúde acelerou a transformação digital em nível global. Com mais pessoas trabalhando em casa, as empresas precisaram permitir maior conectividade e acesso seguro às informações de qualquer dispositivo e local. Isso as levou a adotar rapidamente novas tecnologias conectadas para manter seus negócios em constante evolução

Além disso, o lançamento do 5G e o crescimento da infraestrutura de nuvem têm ampliado ainda mais as iniciativas da IIoT. “O 5G oferece transferência de dados mais rápida e eficiente, enquanto os aplicativos na nuvem disponibilizam recursos poderosos de computação, processamento de dados e armazenamento, simplificando e agilizando a expansão de sistemas, a introdução de novos aplicativos e a troca de dados entre departamentos e locais”, explica Castro.

Afinal, a nuvem continua a incrementar as oportunidades para empresas que desejam maior conectividade em seus dispositivos IIoT, pois garantem mais flexibilidade para a implementação de novas soluções no ambiente IIoT. “Novos dispositivos de infraestrutura conectados à nuvem, por exemplo, estão simplificando a transição para uma arquitetura de nuvem híbrida. Isso permite que os profissionais de segurança física e de TI atualizem sua infraestrutura de segurança e expandam a conectividade para vários dispositivos, dados e locais, mantendo os sensores legados”, comenta Castro

Portanto, onde o equipamento legado pode ter impedido as empresas de lançar novas estratégias de IIoT, esses dispositivos de nuvem plug-and-play estão preenchendo a lacuna e ajudando-as a modernizar suas instalações. Hoje, as soluções na nuvem estão tornando mais simples, mais acessíveis e ainda mais seguros reunir sistemas e dados e torná-los acessíveis de qualquer local.

Nuvem pode e dever a melhor maneira de reforçar a cibersegurança de IIoT

Uma das maiores preocupações das companhias é a Cybersecurity da IIoT, porque à medida que o número de dispositivos conectados aumenta, também crescem os riscos de ataques cibernéticos e violações de dados. Não há dúvida de que o principal objetivo de uma empresa é extrair o máximo de valor de todos os sensores conectados. Mas os resultados mais bem-sucedidos também dependem de quão bem eles podem construir e manter uma forte cibersegurança e privacidade de dados.

“Embora a nuvem seja o principal catalisador da IIoT, a antiga crença de que a nuvem não é segura simplesmente não é verdadeira. No mundo de hoje, manter os sistemas protegidos contra ameaças é caro e complexo. Normalmente, requer recursos dedicados, grandes orçamentos e diligência implacável. Com a solução de nuvem certa, as empresas podem obter muitos recursos e ferramentas de cibersegurança integrados, que ajudam a automatizar processos e a manterem-nas informadas sobre as ameaças”, ressalta Castro.

A escolha de soluções criadas em plataformas de nuvem de primeiro nível, como o Microsoft Azure, pode aumentar a resiliência cibernética. Esses provedores de serviços na nuvem investem uma quantidade significativa de tempo e recursos em cibersegurança, mantendo diversos padrões e certificações em todo o mundo. Equipes dedicadas também monitoram as ameaças mais recentes e iniciam testes e auditorias regulares de penetração para terceiros. Isso significa que as companhias podem obter uma base cibernética mais resiliente em seus aplicativos de IIoT.

Com soluções conectadas à nuvem, os profissionais de TI e segurança obtêm acesso imediato às atualizações e correções da versão mais recente. É possível receber também muitos recursos integrados de cibersegurança, como criptografia, autenticação, controles de privacidade e várias ferramentas de monitoramento da integridade do sistema. Tudo isso ajuda a resolver rapidamente os problemas e fortalecer a postura cibernética da empresa

“A migração para plataformas de nuvem também ajuda os profissionais de TI e segurança física a simplificar a manutenção. Sua equipe não precisa mais, por exemplo, viajar para vários locais para gerenciar infraestrutura, lidar com atualizações ou verificar a integridade do sistema. Usando a nuvem, é fácil centralizar a conectividade para todos os dispositivos, sistemas e sites. Isso torna viável monitorar a cibersegurança de IIoT e garantir que tudo esteja protegido e funcionando com desempenho máximo”, explica Castro.

Como a unificação e os avanços na análise ajudam as empresas a entenderem os dados

Conectar centenas ou mesmo milhares de sensores em seu ambiente só pode beneficiar sua equipe se ela tiver as ferramentas para entender os dados recebidos. É por isso que investir em uma plataforma de arquitetura aberta é crítico, pois traz dados de vários tipos de sensores e sistemas em uma única solução, criando uma base sólida sobre a qual é possível continuar expandindo as iniciativas de IIoT. O Security Center 5.11, por exemplo, pode combinar sistemas de vídeo, controle de acesso e intrusão para oferecer uma visão mais clara dos eventos e permitir que a equipe responda rapidamente a ameaças e incidentes no ambiente.

A partir daí, é só trazer outros sistemas de negócios, como interfone, gestão predial, ponto de venda ou reconhecimento automático de placas de veículos. Ter todos esses sensores conduzindo dados para uma única plataforma possibilita uma melhor compreensão do que está acontecendo na empresa, para que se atinja níveis mais altos de automação, configurando eventos para ações, agendando relatórios semanais e diários ou usando APIs integradas para criar aplicativos customizados.