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Quando as crianças mostram interesse em hackear 

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Pais precisam educar os filhos sobre comportamento responsável como cidadão digital, para que o hacking não se torne ilegal. Avast observou fóruns de discussão na internet, como o Discord, onde jovens discutiam a ideia de hackear ou infectar o sistema escolar, e os professores, com malware. 

Em uma era em que a tecnologia está profundamente integrada em nossas vidas, é crucial que os pais estejam cientes dos possíveis riscos e desafios associados às atividades online de seus filhos. Com a proliferação de sites como hackthissite.orghackthebox.com e plataformas semelhantes onde qualquer pessoa pode aprender conceitos e práticas de hacking, não é incomum que pais descubram que os seus filhos estejam envolvidos nesse tipo de atividade, mas é preciso atenção para que a prática não se torne ilegal. 

Segundo Michal Salat, Diretor de Inteligência de Ameaças na Avast – uma marca líder em segurança digital e privacidade da Gen™ (NASDAQ: GE) -, é importante entender a motivação que está levando a criança a explorar práticas de hacking. “É apenas curiosidade? É para conseguir dinheiro? Se seu filho ou seus alunos demonstrarem interesse em hackear por pura curiosidade, você deve encorajar a criança”, explica o especialista.  

Hacking envolve uma série de habilidades e conhecimentos que podem ser o ponto de partida para uma gama de carreiras no setor de tecnologia e segurança cibernética, que envolvem produtos de programação seguros para os consumidores, descobrindo vulnerabilidades de segurança e analisando malware. Mas embora o hacking seja feito no espaço cibernético, ainda é ilegal se executado de maneira não consensual, quando não difere muito dos crimes “tradicionais” e tem consequências na vida real. 

Como explica Salat, “hacking é, de certa forma, semelhante a um taco de beisebol. Pode ser usado para jogar profissionalmente para ganhar dinheiro ou pode ser usado de forma maliciosa para bater nas pessoas.”  

E as consequências de um possível ato ilícito podem vir a perseguir a criança ou adolescente no futuro. “Às vezes, leva anos para que um caso seja encerrado e o hacker processado, e um crime, mesmo que cometido na adolescência, pode prejudicar uma possível carreira no setor de segurança legítimo. Ou ainda, se a criança não estiver em idade penal, os pais podem ser processados”, conclui o executivo.