Hackers iranianos alegam ter derrubado energia em Israel
Ransomware atinge empresa de logística no Brasil
USP, UFRJ e UFMG sob ataque de negação de serviço
Pane de rede retardou produção na Volkswagen
Site da Prefeitura de Suzano (SP) está fora do ar
DDoS atinge subdomínio da NASA

Assine nossa newsletter Premium e ganhe acesso ao grupo de WhatsApp In_Cyber.
Conheça também a versão Básica

Ransomware cresce 11% no Brasil

Share on linkedin
Share on twitter
Share on facebook

Um levantamento da ISH Tecnologia, principal companhia de cibersegurança nacional, revela que os ataques cibernéticos de ransomware e stealer, dois dos mais perigosos e recorrentes aplicados por criminosos, tem crescido nos últimos meses. Entre o segundo e terceiro trimestre de 2023, os stealers apresentaram um crescimento de 45,4% no número total de incidentes (de 3728 a 5423); já os ransomwares, de 10,8% (de 2962 a 3283).

Como funcionam os ataques?

Os ataques do tipo stealer, como indica o nome, envolvem o roubo de informações confidenciais. Consiste num malware, que pode atingir seus alvos de mais diversas formas – anexos maliciosos em e-mails, downloads em sites falsos, disparo de mensagens enganosas em aplicativos, entre outros.

Uma vez dentro do dispositivo afetado (que pode ser um computador ou um celular), o malware rastreia e captura as informações sensíveis armazenadas, que podem ser senhas, dados de cartão de crédito, informações sensíveis sobre pessoas ou empresas ou dados armazenados em navegadores. Esses dados são então enviados ao criminoso responsável pela criação e disparo do malware, que podem ser vendidas ilegalmente ou utilizadas em diversos outros tipos de golpes.

Os ransomwares operam de modo parecido. Aqui, após o roubo das informações, a empresa ou usuário atingido é notificado do ataque, e informado de que os dados só serão devolvidos mediante um pagamento, que costuma ser altíssimo (daí o nome, “ransom”, em inglês, significa “resgate”). A falha em realizar o pagamento até a data determinada pode fazer com que os criminosos também comercializem as informações em fóruns ilegais, ou mesmo as apaguem permanentemente. Em alguns casos, as informações roubadas ficam completamente inacessíveis até o pagamento, reforçando a necessidade de se realizar backups frequentemente.

Principais famílias de malwares

O levantamento da ISH também revela quais são as dez maiores famílias de malware atingindo sistemas brasileiros. Vale mencionar que a principal delas, conhecida como RedLine, dispara um malware de tipo stealer:

1° – RedLine

2° – AgentTesla

3° – NjRAT

4° – Remcos

5° – Amadey

6° – AsyncRAT

7° – Vidar

8° – Formbook

9° – DCRat

10° -Smoke Loader

Como se proteger?

Ataques cibernéticos como stealers e ransomwares podem causar grandes prejuízos às empresas afetadas, além de interromper as operações. Pensando nisso, a ISH lista algumas medidas e cuidados que precisam ser tomados:

– Implementar soluções de cibersegurança que aumentem a proteção do perímetro, como firewall, antivírus e monitoramento de rede;

– Conscientizar colaboradores dos riscos dos ataques cibernéticos, e de como proceder caso um deles se torne uma vítima;

– Realizar e testar frequentemente os backups;

– Atualizar sempre que possível hardwares e softwares – em muitos dos casos, o ataque se inicia pela exploração de uma vulnerabilidade para a qual já existe uma correção, só nunca foi instalada;

– Utilizar credenciais fortes e, quando possível, implementar a autenticação multifatorial (MFA).