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Redbelt oferece dicas para empresas protegerem jornada na nuvem de seus usuários

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Consultoria de cibersegurança ensina a mapear riscos e aplicar melhorias no Microsoft 365, um dos sistemas mais utilizados no mercado corporativo brasileiro

A computação em nuvem é uma tecnologia em constante evolução e cada vez mais utilizada por empresas de todos os tamanhos e setores. Porém, com a crescente quantidade de dados armazenados na nuvem, é importante entender e gerenciar os riscos associados a essa tecnologia. A Redbelt Security, consultoria especializada em cibersegurança, tem uma equipe especializada em Cloud Security, e apresenta algumas dicas sobre como mapear esses riscos e aplicar melhorias dentro do Microsoft 365.
 

O primeiro passo para gerenciar os riscos da nuvem é entender quais são.

  • Riscos à segurança dos dados armazenados – com a sofisticação dos ataques cibernéticos focados no roubo de dados, é fundamental que as medidas de segurança sejam robustas o suficiente para proteger as informações armazenadas.
  • Riscos à disponibilidade dos serviços – interrupções na rede ou manutenção programada podem afetar a disponibilidade dos serviços que estão em nuvem. Para minimizar os impactos dessas ocorrências, é importante garantir que medidas de backup e recuperação de desastres sejam implementadas.
  • Risco à conformidade regulatória – as empresas precisam cumprir regulamentações e leis relacionadas à privacidade e segurança de dados, o que significa que a nuvem também deve estar em conformidade com essas regulamentações.

Para garantir a segurança diante deste cenário, é preciso aplicar algumas melhorias dentro do Microsoft 365. A primeira delas é fortaleça as senhas, com o uso de senhas fortes e exclusivas para cada conta e a ativação da autenticação de dois fatores para aumentar a segurança do login. “A implementação do MFA adiciona uma camada de proteção, exigindo que os usuários forneçam uma segunda forma de autenticação, como um código gerado por aplicativo ou uma mensagem de texto, além da senha, para acessar a conta. Isso dificulta ainda mais o acesso não autorizado, mesmo que a senha seja comprometida”, afirma Alexandre Silva, coordenador de segurança na nuvem da Redbelt Security. É necessário também gerenciar os dados armazenados na nuvem.

O Microsoft 365 oferece recursos de gestão e controle de acesso, com os quais é possível definir permissões específicas para diferentes usuários ou grupos de usuários, garantindo que apenas pessoas autorizadas possam acessar e manipular os dados sensíveis. Isso ajuda a prevenir vazamentos de informações e protege os dados contra acessos não autorizados. “Utilize também a criptografia do sistema para transformar os dados em uma forma ilegível para terceiros não autorizados, assegurando que só usuários com as chaves de criptografia corretas possam decifrá-los. Desta forma, mesmo que sejam interceptados por terceiros, eles permanecerão inacessíveis e protegidos”, explica Silva.
 

‍Outro aspecto interessante é que com a crescente preocupação com a privacidade e segurança dos dados, muitas empresas precisam cumprir normas e regulamentações específicas, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O Microsoft 365 possui recursos que auxiliam na identificação de dados sensíveis e na aplicação de políticas de proteção e retenção adequadas, assegurando a conformidade com as regulamentações aplicáveis. “Utilize os recursos disponíveis no sistema e tenha um plano de backup e recuperação bem estruturados, para que a empresa possa minimizar a perda de dados, reduzir o tempo de inatividade e garantir a continuidade dos negócios, mesmo em situações adversas”, diz Silva.
 

Além disso, use os recursos de monitoramento e detecção de atividades anômalas, que identificam tentativas de login suspeitas ou alterações não autorizadas nos dados. Essa ferramenta emite alertas para os administradores do sistema quando ocorrem atividades suspeitas ou não autorizadas para que tomem as medidas necessárias para proteger a conta e os dados associados. “Devem fazer parte da rotina ainda as atualizações regulares e automatizadas para manter a segurança do sistema, porque elas incluem correções de segurança, patches e outras melhorias, que reduzem vulnerabilidades e protegem contra as ameaças mais recentes, garantindo um ambiente de nuvem mais seguro”, reforça o especialista da Redbelt.
 

‍Por último, é fundamental o treinamento constante dos usuários sobre a importância da segurança da nuvem, para que estejam preparados para evitar comportamentos de risco e para adotar medidas de segurança adequadas, fortalecendo a postura geral de segurança da empresa.