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Rússia premiará quem quebrar anonimato do Tor

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Rússia premiará quem quebrar anonimato do TorO Ministério do Interior da Rússia está oferecendo 3,9 milhões de rublos (o equivalente a US$ 110 mil) para pesquisas capazes de identificar os usuários da rede de navegação Tor. O anúncio foi feito no início do mês num site de compras do governo, pelo grupo especial de tecnologia e comunicações do ministério. Várias agências de notícias informaram que originalmente o trabalho era “investigação sobre a possibilidade de obter informações técnicas sobre os usuários (equipamento) da rede anônima Tor”. De acordo com Andrei Soldatov, especialista em serviços de vigilância e segurança, o Ministério do Interior pode estar explorando as formas possíveis para restringir o uso do Tor no país.
O fato de o concurso ter sido anunciado publicamente significava segundo ele que o governo russo já definiu seu próximo alvo e está enviando “mais um sinal” para a comunidade online, argumentou. “Não é importante se o governo russo é capaz de bloquear o Tor ou não”, disse Soldatov. “O importante é que eles estão enviando sinais de que eles estão vendo isso. As pessoas vão começar a ser mais cautelosas”. Especialistas em segurança de internet duvidavam de que os dados circulando na rede Tor possam ser decifrados. A Rússia tem o quinto maior contingente de usuários do Tor, onde o número de usuários mais do que duplicou em junho, passando de cerca de 80.000 para mais de 210 mil. O crescimento aconteceu após a publicação da “lei dos bloggers”, segundo a qual qualquer site com mais de 3.000 visitantes diários deve registrar-se com o governo. Especialistas em comunicação argumentam que a legislação abafará as vozes da oposição e restringirá as críticas ao governo na internet.
A medida foi parte de uma campanha mais ampla para regular a internet, que já bloqueou os três principais sites de notícias da oposição. Os usuários russos agora só podem acessar os sites de notícias por meio de serviços como o Tor. Esta semana, o presidente Putin assinou uma lei que obriga as empresas de internet a armazenarem os dados dos usuário russos no país, onde os serviços de inteligência poderão examiná-los à vontade.